O quarto Escuro

O rapaz acordou sobre a pelicula linear dos olhos,

Na penumbra da escuridão.

Queria ele ser uma peculiar libelola incandescente e voar

Seria o quarto uma passagem sombria que se impunha em objecção.

Mas a manhã silenciosa e o sol ausente

Traziam efeitos de luz sem fim

Na tonalidade desesperante e absorvente

Matava a cor e ria-se de mim

Quando o dia não se trouxe em si

Naquele quarto fechado e cinzento

E num ecrã simulava-se o tempo

De um rapaz triste e calado

E foi onde me deitei

Sobre o cobertor desordenado que a cama temia

Entre as paredes de uma prisão

Que tão profundamente enganavam os sentidos da visão

O tempo foi passando sem o rapaz se mexer,

Nem a janela se incomodou de abrir,

Nem a vontade se dignou de aparecer

E no desígnio do espaço, o rapaz foi querendo viver…

Mas à minha volta, solidificava um muro

Que naquela escuridão o computador parecia querer aliviar

Trás a nuvem de silêncio o pensamento

Que fica apenas em encanto, o quarto escuro

JP.

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hammocknotes:

(via youmightfindyourself)


Eduardo mãos de tesoura, A história remete-se a um homem que perdeu o seu filho, entretanto, para compensar essa perda, decidiu criar um robô com as características de um homem verdadeiro, após uma enorme pesquisa e quase a consegui-lo, O velho, deu vida a Eduardo, porém já muito abalado com a idade, morreu antes de conseguir completar completamente a forma humana de Eduardo. A única parte que não conseguiu completar foram as mão, e a acção passa-se assim, entre a discriminação e a frustração de nunca conseguir tocar na pessoa que ama. Eduardo, vê a sua vida condenada a um destino que não consegue mudar….. Uma história encantadora, com os dois lados da humanidade.

hammocknotes:

(via youmightfindyourself)

Eduardo mãos de tesoura, A história remete-se a um homem que perdeu o seu filho, entretanto, para compensar essa perda, decidiu criar um robô com as características de um homem verdadeiro, após uma enorme pesquisa e quase a consegui-lo, O velho, deu vida a Eduardo, porém já muito abalado com a idade, morreu antes de conseguir completar completamente a forma humana de Eduardo. A única parte que não conseguiu completar foram as mão, e a acção passa-se assim, entre a discriminação e a frustração de nunca conseguir tocar na pessoa que ama. Eduardo, vê a sua vida condenada a um destino que não consegue mudar….. Uma história encantadora, com os dois lados da humanidade.

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maccc-axis:

Cântico Negro
“Vem por aqui” - dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: “vem por aqui!” Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali… A minha glória é esta: Criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. - Que eu vivo com o mesmo sem-vontade Com que rasguei o ventre a minha mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos… Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: “vem por aqui!”? Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí… Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?… Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos… Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tectos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios… Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios… Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém. Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: “vem por aqui”! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um átomo a mais que se animou… Não sei por onde vou, Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!



José Régio

maccc-axis:

Cântico Negro

“Vem por aqui” - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

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Estado não ordinário de consciência

Estado não ordinário de consciência [ ENOC ], é um conceito desenvolvido através de estudos interdisciplinares envolvendo pesquisas dentro da antropologia, psicologia, neurociências, arqueologia cognitiva, entre outras que permitem debater os casos onde os chamados “estados alterados de consciência” ou, em inglês ASC – Altered States of Consciousness – termo criado por Charles Tart, podem ser considerados legítimos, não apenas deformações ou alterações dos estados “normais”, isto é, os estados comuns de consciência do dia-a-dia. Exemplo disso são as visões de padrões geométricos como espirais, vórtices, zigue-zagues, linhas onduladas, pontos luminosos, etc., muito presentes na arte rupestre e indígena, também constante no trabalho de artistas visionários atuais, supondo que essas visões sejam características inatas do ser humano. Outro exemplo estudado por cientistas como Michael Wilkelman e Graham Hancock se refere ao fato de que para o ser humano, certas experiências sobrenaturais, como o contato com seres divinos nas diversas religiões do planeta, é algo natural, apenas variando conforme as tendências pessoais e culturais dos indivíduos.

Font: wikipédia

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Ariel

dearamanda:

Stasis in darkness.
Then the substanceless blue
Pour of tor and distances.

God’s lioness,
How one we grow,
Pivot of heels and knees!—The furrow

Splits and passes, sister to
The brown arc
Of the neck I cannot catch,

Nigger-eye
Berries cast dark
Hooks——

Black sweet blood mouthfuls,
Shadows.
Something else

Hauls me through air——
Thighs, hair;
Flakes from my heels.

White
Godiva, I unpeel——
Dead hands, dead stringencies.

And now I
Foam to wheat, a glitter of seas.
The child’s cry

Melts in the wall.
And I
Am the arrow,

The dew that flies,
Suicidal, at one with the drive
Into the red

Eye, the cauldron of morning.

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timestoodstill:

Last night I’ve dreamed about you
Just like all the other nights…

I was floating in a infinite blue ocean
Completly adrift, whitout direction


(Suddenly you came
Just like an Angel)

I’ve looked into your eyes
And I’ve seen all that ocean

But It  wasn’t no longer the same
I listened to the wind, the waves


Sweetly …

I felt your lips so close to mine

CBD

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Smile! Smile!

timestoodstill:

Por ruas e vielas me perco,
Abraçada à saudade
Casas, escadarias e janelas,
Sorriem de olhos fechados
Recordam eternos apaixonados

E foi na despedida daquela estação
Sentindo o último aroma do Verão
Que passeei abraçada à Arte
Que me percorre e completa
Nunca Lisboa foi tão bonita

Ela que é apaixonada pelo Tejo
E eu pelos seus intensos olhos
Aquele rio imenso que me observa
Reflectindo um campo verdejante
Para sempre seu, seu e de ninguém

CBD

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